
Como um fuso de sensações me meu ser, eu vi com tanta clareza tudo se esvair como purpurina em uma ventania passageira.Não consegui entender como ficaram entre mim e tão rápido se foram, era muito difícil pra assimilar com racionalidade.
Queria sentir o brilho voltar aos meus olhos e o sorriso em meus lábios, sentir novos gostos, novos aris.Cheguei a pensar que tudo não passava de outro delírio inconsciente meu, que ao estalar de dedos tudo voltaria a ser com era, ao lugar de origem.Mas nada na vida funciona assim, nem uma máquina programada funciona pra sempre, o tempo a degrada, cria poeira se não for tratado com zelo.
O mesmo pecado do amor, ele acabar.Jurava que seria eterno, que todas aquelas palavras em cartas, bilhetes, frases feitas, seriam para sempre. O tempo as degradou, restou apenas eu, um papel vazio e uma pena, a tinta se esvaiu com minha alma ingênua.
E o ser mais puro que habitava minha vida era um novo membro da família, se eu cheirasse seu hálito, seria apenas de vida, enquanto a mim não tinha nada para crescer.Sabe aquela purpurina que o vento levou, ele a trouxe de volta, ter o dom de enxergar isso não é tão incomum ou impossível.
Notei no céu a irradiar luz em meu rosto, na risada daquela nova criança e na benção de viver novamente aquilo que me faz reluzir paixão.
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